Hedge Cambial: Saiba como diminuir os impactos das oscilações de taxa de câmbio

18/10/2018 Por: Raul Tortima

Em tempos de incerteza e aversão ao risco, minimizar os impactos das oscilações de taxa de câmbio são medidas importantes e totalmente necessárias, pois mesmo quando o investidor não possui dívida em moeda estrangeira, a desvalorização cambial desencadeia efeitos e consequências na vida cotidiana do mesmo.

Ações que diminuem as oscilações das taxas câmbio

Diversas alternativas podem ser utilizadas com esta finalidade, listamos algumas abaixo:

  1. Compra de dólares em espécie;
  2. Aplicação em fundo cambial com exposição em dólar;
  3. Compra do ETF IVVB11, que reproduz o desempenho do S&P em dólar;
  4. Compra de ações com grande base exportadora, como Suzano e Fibria;
  5. Compra de BDRs (ações americanas listadas na bolsa brasileira), como Microsoft e Apple;
  6. Compra de títulos de renda fixa (bonds) estrangeiros;
  7. Compra de mini-dólar futuro (WDO) na bolsa brasileira.

O espectro da facilidade, liquidez e da aderência

Cada uma das alternativas acima apresenta vantagens e desvantagens, dentro do espectro da “facilidade, liquidez e aderência”.

Facilidade

Facilidade compreende a simplicidade na realização do investimento. As alternativas que apresentam maior facilidade são aquelas com negociação em bolsa de valores, ou via fundo de investimentos, que podem ser realizadas por qualquer instituição financeira.

Se situam aí as ações exportadoras, BDRs, o ETF IBVVB11, dólar futuro e a aplicação em fundo cambial. No extremo oposto, a compra de bonds estrangeiros, embora seja uma ótima alternativa, ainda carece de processos simplificados para realização de investimentos.

Liquidez

Do ponto de vista da liquidez, a compra de IVVB11, de ações exportadoras e de dólar futuro, além da compra em espécie, são as alternativas com liquidez diária.

Embora existam opções de fundos cambiais com liquidez diária, a maioria requer um prazo para cotização e liquidação dos resgates, o que aumenta o risco de tais instrumentos. BDRs e bonds estrangeiros possuem liquidez muito baixa, o que se traduz em risco elevado em caso de necessidade do dinheiro em prazo curto.

Aderência

Já o conceito de aderência corresponde ao grau de relacionamento entre a variação do dólar e do investimento (correlação). As alternativas que apresentam a maior aderência são aquelas que se traduzem, de uma forma ou de outra, em investimento direto em dólar apenas, sem utilização de outros instrumentos paralelos ou interferência de outras moedas.

Neste sentido, a compra de moeda em espécie, o investimento em futuros de dólar e a compra de bonds denominados em dólar apresentam uma aderência perfeita, embora o futuro de dólar apresente alguma possível diferença em função de sua mecânica associada à projeção do câmbio.

Apesar de paradoxal, os fundos cambiais são muitas vezes o exemplo mais extremo de baixa aderência, dado que ficam expostos a várias moedas e vários tipos de investimentos. As BDRs e as ações exportadoras apresentam uma aderência maior, embora apresentem possível distorção em face do desempenho inerente às suas próprias operações. Por fim, a compra do ETF IVVB11 é uma boa opção e apresenta aderência acima de 50%, embora sofra o impacto do índice S&P.

Importantes observações a respeito de alternativas de hedge cambial

Somam-se às características anteriores, algumas observações importantes sobre cada uma das alternativas. A compra de dólares em espécie pode implicar em custos consideráveis na forma de spread cobrado pela instituição vendedora. Da mesma forma, fundos cambiais cobram taxas muitas vezes caras, retendo inclusive boa parte do ganho através da taxa de performance.

O investimento em IVVB11, embora não muito difundido, se apresenta como uma boa alternativa, embora mereça cuidado com o efeito colateral da oscilação do índice S&P sobre a variação do ETF. O principal problema inerente à compra de ações exportadoras e de BDRs reside no eventual descolamento – limitando a aderência – em função de questões próprias das empresas adquiridas.

A compra de bonds estrangeiros é uma excelente alternativa, mas ainda esbarra em poucas opções disponíveis e instituições nacionais capazes de operacionalizar tal tipo de investimento. Já a compra de dólar futuro (mini-dólar para o investidor não institucional) se mostra como uma ótima escolha, por apresentar aderência quase perfeita, ótima liquidez e grande facilidade operacional. Sua desvantagem é o fato de ser liquidado diariamente, produzindo eventuais débitos diários em conta-corrente – comparando-se às demais modalidades, esta desvantagem pode ser impeditiva para alguns tipos de investidores.

Abaixo, um resumo tabelado das considerações acima:

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Sobre o autor:

Raul Tortima

Leader of Global Expansion Administrador e analista de sistemas, com MBA em Finanças (Ibmec), tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, tendo trabalhado para diferentes instituições financeiras. Em 2007 Raul funda a Atatika, empresa de software líder no mercado SMB (small & medium businesses), focada em soluções para o segmento de investimentos. Líder da estratégia de expansão global da Britech na América do Sul e na Europa.

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