Risco e retorno de portfólio: entenda como fazer a avaliação

27/11/2018 Por: Raul Tortima

Para quem mantém investimentos, a teoria proposta por Harry Markowitz é uma das ferramentas que pode indicar o potencial de rentabilidade. Ela propõe o cálculo do risco e retorno de portfólio de uma carteira de investimento, revelando a relação entre essas duas variáveis.

Segundo a teoria, é preciso considerar o coeficiente de correlação entre os ativos da carteira, um dos principais instrumentos da estatística descritiva. Isso porque, quanto menor ou mais negativas forem as correlações entre os ativos, menor será o risco total da carteira de investimento ou do portfólio.

O desconhecimento dessa correlação, assim como dos seus impactos, pode levar o investidor a se sentir frustrado. Especialmente quando não houver correspondência entre o potencial inicial e o valor de rentabilidade alcançado.

O fenômeno acontece, com mais frequência, em fundos com maior volatilidade, a exemplo de fundos de ações. Porém, em teoria, pode acontecer em qualquer classe ou categoria de fundos de investimentos.

#1 Um exemplo para ilustrar a correlação entre os conceitos

Para compreender melhor a relação entre risco e retorno de portfólio e o impacto destes na rentabilidade, vale pensarmos em um exemplo simples.

Suponhamos que um fundo tenha rendido 1% em um determinado mês, com ponderações de rentabilidade semelhantes entre as duas quinzenas. Caso um investidor realize uma única aplicação no 15° dia deste mês, seu retorno aproximado do portfólio será de aproximadamente 0,5%.

Se o investidor iniciou seu portfólio apenas com esta aplicação, duas soluções poderiam ser aplicadas:

  1. Desconsiderar o retorno e concluir que o tempo de aplicação foi insuficiente. Os próprios fundos de investimentos costumam aplicar esta solução quando não possuem histórico de retorno completo no período.
  2. Fazer uma equivalência. Esta pode ser calculada de forma matemática, linear ou exponencialmente, extrapolando o retorno de 15 dias para o mês completo.

#2 Como acontece no mercado

Na prática, na maioria das vezes, o investidor possui diversas aplicações realizadas no fundo ao longo do período. Daí a importância de conhecer as formas de calcular o risco e retorno de portfólio com múltiplas aplicações. São elas:

  1. Taxa Interna de Retorno (TIR): o cálculo é feito de tal forma que a taxa de rentabilidade encontrada é aquela que zera os fluxos de aplicação e resgate feitos no portfólio no período em questão. Este é o método de cálculo que pode apresentar as maiores diferenças entre os resultados obtidos pelo portfólio e pelo fundo aplicado. Isso porque as aplicações de maiores valores terão impacto mais significativo na apuração final do retorno.
  2. Método da cota: comumente usado para o cálculo do retorno de portfólios, pode também produzir diferenças em relação ao retorno do fundo aplicado. Depois de superado do tempo decorrido no primeiro exemplo que abordamos, o método por cota também pode apresentar diferenças em relação ao retorno do fundo. Isso se dá pela diferença dos valores carregados em caixa e não remunerados ao longo do período.

#3 Os possíveis impactos do risco e retorno de portfólio

Por conta das movimentações do mercado, já é esperado que portfólios detenham caixa residual em diferentes momentos do tempo. Muito possivelmente, este será pouco ou nada rentabilizado no período. De todo modo, deve ser adicionado no cálculo do patrimônio inicial e final. O impacto deste fenômeno é mais notável quando existem quantias substanciais envolvidas em relação ao total do patrimônio.

Vale citar ainda o impacto das taxas sobre o retorno do portfólio. As tarifas de administração e performance, bem como aquelas atreladas às operações executadas, são comuns. Nestes casos, o retorno do portfólio sofre um impacto negativo, que deriva das despesas mencionadas. Ou seja, contribui para a distorção em relação ao retorno do fundo.

Muito além do risco e retorno de portfólio, é preciso que o gestor se preocupe também com os demais aspectos envolvidos na gestão de ativos. Neste contexto, um sistema completo e robusto de gestão de investimentos pode fazer toda a diferença. Assim, é possível ter uma visão completa dos fundos e ativos. Quer saber mais sobre essa ferramenta? No whitepaper Terceirização de sistemas para gestão de investimentos: 9 boas razões para apostar em soluções prontas você conhece as vantagens de investir e usar uma. Baixe o material e aproveite o conteúdo rico!

Sobre o autor:

Raul Tortima

Administrador e analista de sistemas, com MBA em Finanças (Ibmec), tem mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, tendo trabalhado para diferentes instituições financeiras. Em 2007 Raul funda a Atatika, empresa de software líder no mercado SMB (small & medium businesses), focada em soluções para o segmento de investimentos. Lidera a equipe de Engenharia ao lado de Eduardo, criando soluções inovadoras para atender às necessidades do cliente.

<< Voltar ao blog
BRITech
[CDATA[function read_cookie(a){var b=a+"=";var c=document.cookie.split(";");for(var d=0;d
[CDATA[function read_cookie(a){var b=a+"=";var c=document.cookie.split(";");for(var d=0;d