Melhores aplicações financeiras: como identificar e diversificar

04/12/2018 Por: Marcelo D'Agosto

O cenário atual é um forte incentivo para sair das tradicionais aplicações indexadas ao Certificado de Depósitos Interfinanceiros (CDI). Neste contexto, bancos e corretoras vem oferecendo aos investidores as melhores aplicações financeiras para diversificar a carteira. Porém, muitas vezes, as ofertas são caras ou complexas.

Dentre as diversas alternativas disponíveis, algumas têm despertado mais atenção dos investidores. No momento, vêm recebendo destaques: as aplicações em ações, títulos de renda fixa, fundos de investimento com estratégias agressivas e modalidades envolvendo os Certificados de Operações Estruturadas (COE).

A seguir, veremos como a diversificação de investimentos pode ser uma estratégia assertiva e eficaz, desde que bem planejada e constantemente acompanhada.

#1 Diversificação não é sinônimo de rentabilidade mais alta

Antes que você saia buscando as melhores aplicações financeiras para oferecer aos seus clientes, para diversificar a carteira, vale lembrar que todo cuidado é pouco na hora de fazer qualquer transação.

É preciso cautela para compreender os perigos envolvidos em cada opção. Isso porque o simples aumento do risco da carteira não implica, necessariamente, em maior rentabilidade.

Como regra geral, buscar as melhores aplicações financeiras e diversificar a carteira é uma estratégia inteligente. Afinal, essa metodologia tem o potencial de proporcionar maior retorno e, ao mesmo tempo, diminuir a oscilação dos ganhos.

Desse modo, se determinado investimento tiver prejuízo num certo período, a rentabilidade dos demais ativos será capaz de compensar aquela perda. Ou seja, ao longo do tempo, a média do rendimento do conjunto das aplicações tende a ser favorável e trazer ganhos expressivos.

Ainda assim, é importante se atentar a todos os detalhes e riscos inerentes às operações de investimentos.

#2 Cuidados na hora de buscar e escolher as melhores aplicações financeiras

No entanto, para que a estratégia funcione, é preciso evitar ativos cujas cotações subam e desçam todas ao mesmo tempo e com a mesma intensidade. No jargão de mercado, os ativos devem ter correlação baixa.

Suponhamos que você queira diversificar e pretende fazê-lo apostando em dois fundos de investimento multimercado que sigam, rigorosamente, o “kit Brasil”. Significa que ambos possuem partes da carteira comprada em títulos prefixados, vendida em dólar e aplicada em bolsa.

Como os dois fundos seguem a mesma política de investimento, não há diversificação. Ou seja, se um fundo tiver prejuízo, o outro também irá amargar perdas.

Nesse caso hipotético é preferível concentrar a carteira, escolhendo somente um fundo. A diversificação deixa de ser uma estratégia inteligente. Pelo contrário, só dificulta a gestão de investimentos, uma vez que produz complexidade para o controle das operações.

#3 Como diversificar os investimentos do jeito certo

Uma das maiores vantagens da diversificação de investimentos é a possibilidade de estabelecer alocações estratégicas, viabilizando o alcance dos objetivos de longo prazo. Neste sentido, a poupança para a aposentadoria é um exemplo clássico.

É razoável manter parte dos investimentos destinados à aposentadoria em aplicações atreladas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Afinal, é essa estratégia que garante a manutenção do poder aquisitivo no futuro.

Ao destinar parcela da poupança para títulos tais como as Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-B), o investidor garante que o capital será corrigido pela inflação somada com uma determinada taxa de juros. Ou seja, essa é uma alternativa inteligente para conquistar a independência financeira de maneira mais segura.

A diversificação também é interessante para aproveitar oportunidades de curto prazo. No jargão, essa forma de investir é chamada de alocação tática.

#4 Em meio a incertezas, encontre a oportunidade

Ao considerar o cenário atual, caracterizado pela queda de juros e alta da bolsa, bem como pelas incertezas em relação ao potencial de crescimento dos lucros das empresas e à sustentabilidade da queda dos juros, existe uma oportunidade de ganhos no curto prazo.

Para tentar lucrar nesse cenário mais otimista, o melhor caminho é investir em títulos prefixados e em ações negociadas na B3 Brasil Bolsa Balcão.

Entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, por exemplo, o retorno financeiro compensava os riscos. O gráfico ilustra a rentabilidade e a volatilidade dos principais indicadores de mercado neste intervalo de tempo.

Além do CDI, estão destacados outros quatro indicadores. O IRF-M e o IMA-B são índices que medem o comportamento de uma carteira de títulos públicos prefixados e uma cesta de NTN-Bs, respectivamente. A variação do dólar em relação ao real e o desempenho do Ibovespa também está indicada no gráfico.

O retorno é medido no eixo vertical e o risco no eixo horizontal. O gráfico mostra que, no período analisado, os ativos mais arriscados tiveram rentabilidade mais elevada, sendo que a exceção foi o dólar.

#5 Saber diversificar os investimentos de forma estratégica é fundamental

Na prática, o investidor possui duas maneiras de identificar as melhores aplicações financeiras para diversificar os investimentos.

A primeira delas é buscar a oferta nos bancos, que, normalmente, oferecem pacotes fechados, sem muita flexibilidade de ajustes das alocações para atender necessidades específicas. Além disso, os custos das alternativas costumam ser mais elevados.

Já nas corretoras, a realidade é um pouco diferente. É possível, por exemplo, montar uma carteira individualizada com as melhores aplicações financeiras. Porém, é indispensável ter conhecimentos sobre as operações de investimentos para evitar armadilhas e prejuízos.

Dependendo do perfil do investidor, ambas as possibilidades são recomendáveis. O importante é conhecer as melhores aplicações financeiras e buscar avaliar, com cuidado e um olhar estratégico, quais delas são mais interessantes para você.

Para decidir em quais delas apostar, é fundamental pensar em como a gestão de investimentos é feita. Se o gestor usa um sistema completo e robusto para o gerenciamento, dá para ir mais longe e investir mais alto, com a segurança e os melhores recursos que um bom software provê. Quer entender melhor as facilidades desta ferramenta? No whitepaper Terceirização de sistemas para gestão de investimentos: 9 boas razões para apostar em soluções prontas você conhece as vantagens de investir em um sistema de gestão. Faça o download do material agora mesmo e boa leitura!

O artigo foi pautado em referências publicadas em um post sobre o tema, no blog O Consultor Financeiro, do autor Marcelo D’Agosto.

Sobre o autor:

Marcelo D'Agosto

Economista pela UFRJ com especialização em finanças pela USP, autor do livro Como escolher o melhor fundo de investimento e do capítulo sobre fundos de investimento do livro Planejamento Financeiro Pessoal e Gestão do Patrimônio. Responsável pelo blog de finanças pessoais, “O Consultor Financeiro”, publicado na área aberta do site do Valor Econômico. É consultor de investimentos registrado na CVM e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro em instituições tais como MoreInvest, Athos Finance, Dresdner, CCF, ABN Amro e Garantia.

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BRITech
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