Consolidação de carteiras offshore e avaliação adequada de retornos

04/04/2019 Por: Luiz Gasparelo

A gestão de portfolios offshore não permite que se avalie os resultados dos ativos investidos sem que sejam ponderados os efeitos da variação cambial.

Para esses investimentos a visão holística e consolidada mais do que nunca não pode levar em consideração somente as projeções de rentabilidade de cada um dos ativos investidos, também não pode simplificar o processo de avaliação patrimonial de ativos em diversas moedas à mera conversão baseada em cotações.

Manter visão consolidada e abrangente do investimento é fundamental para que se garanta os melhores rendimentos e melhores opções de ativos que sejam condizentes com os objetivos de risco e retorno dos detentores de tais posições.

Para que se consiga consolidar adequadamente tais portfolios faz-se necessário apurar os custos de aquisição na moeda do ativo (realmente incorridos), custos para aquisição das moedas de liquidação e, nos casos de venda, se os recursos voltarão para a moeda de origem ou não.

Faz-se necessário poder calcular os valores de mercado, valores contábeis e valores de emissão, que serão utilizados na projeção de fluxo de caixa.

Outro aspecto importante é a flexibilidade para coleta de informações: cotações, preços, características dos ativos, movimentações, posições e etc, em diversos formatos dada a, quase inesgotável, variedade de possíveis contrapartes operacionais.

Nesse cenário, a utilização de uma plataforma aberta em que informações de ativos exóticos possam ser incorporadas sem a necessidade intervenções traumáticas e que permitam a continuidade das operações até que se justifique o incremento de funcionalidades é um fator chave e importante para todos os operadores do mercado offshore.

Conseguir suportar que ativos semelhantes, mas custodiados ou administrados por players diferentes possam ser precificados, negociados, liquidados e tributados de forma diferenciada pode ser o diferencial entre a gestão operacional eficiente e reconciliada, com a utilização de complexos subterfúgios manuais para que se consiga “rodar” o dia a dia de uma carteira offshore.

Veja mais aqui sobre gestão de carteira e portfolios.

 

Sobre o autor:

Luiz Gasparelo

Luiz é responsável pela área de Desenvolvimento de Produto. Com 20 anos de experiência no mercado financeiro brasileiro, aplica seus conhecimentos comerciais para o desenvolvimento e implementação de produtos no Bradesco, YMF, DATASUL e TOTVS.

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